Sexta-feira movimentada para quem acompanha o universo pet no Brasil. Enquanto uma reportagem de TV mostra como a tecnologia está ajudando tutores a recuperar cães e gatos perdidos, uma pesquisa recente escancara quanto realmente custa manter um animal de estimação hoje em dia. Some a isso a consolidação da fusão entre duas gigantes do varejo pet e a história de um cachorro de rua que conquistou um novo lar sem nem precisar tentar, e você tem o resumo perfeito do que está acontecendo no setor nesta sexta-feira, 7 de agosto.
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1. Tecnologia vira aliada na hora de encontrar pets perdidos
Uma reportagem exibida nesta sexta-feira pelo programa Hoje em Dia foi às ruas de São Paulo mostrar como a tecnologia tem virado uma parceira importante de quem tem medo de perder o pet de vista. O repórter Celso Zucatelli testou diferentes recursos que ajudam a acompanhar cães e gatos em tempo real, das coleiras com rastreador GPS a plataformas colaborativas de busca. Um dado chamou atenção durante a reportagem: uma pesquisa feita com mais de mil tutores mostrou que um terço dos cães e gatos já se perdeu em algum momento da vida, mas apenas 35% deles conseguiram ser encontrados. A equipe também conversou com uma empreendedora que criou uma plataforma on-line dedicada à busca de animais desaparecidos, responsável por ajudar a reencontrar mais de 10 mil pets com seus tutores. A mensagem central da matéria é simples e vale para qualquer cidade do país: identificação atualizada, coleira com contato visível e, sempre que possível, um rastreador fazem toda a diferença entre um susto de poucas horas e um desaparecimento que se arrasta por dias.
2. Quanto custa mesmo ter um cão ou gato em 2026?
Se você às vezes se pergunta por que a conta do pet parece nunca fechar, uma pesquisa recente ajuda a explicar. O levantamento aponta um gasto médio mensal de R$ 690 com cães e R$ 574 com gatos, consumindo cerca de 8% do orçamento familiar em muitos lares brasileiros — em alguns casos, o custo de manter um pet pode chegar a representar até 42% de um salário mínimo. A variação por porte também é expressiva: cães pequenos custam em média R$ 346,50 por mês, enquanto os de porte grande chegam a R$ 593,50, uma diferença de quase R$ 250 puxada principalmente pela alimentação, item que sozinho responde por mais da metade do faturamento de todo o setor pet. Para quem está pensando em adotar, o recado é direto: o carinho não tem preço, mas ração, vacina, banho e eventuais emergências veterinárias precisam entrar na planilha antes do animal chegar em casa. Vale a pena revisar o calendário de saúde do pet para não ser pego de surpresa com gastos veterinários fora de hora.
3. Mercado pet caminha para faturamento recorde de R$ 80 bilhões
Do lado da indústria, os números seguem otimistas. Projeções do setor apontam que o mercado pet brasileiro deve fechar 2026 com crescimento próximo de 10%, movimentando cerca de R$ 80 bilhões no país. O Brasil já é a terceira maior população pet do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China, com 166,8 milhões de animais de estimação espalhados pelos lares brasileiros. Por trás desse crescimento está uma mudança de comportamento que não é mais novidade, mas continua se aprofundando: cães e gatos deixaram de ser apenas animais de guarda ou companhia e passaram a ser tratados como membros da família, o que empurra o consumo para categorias premium, planos de saúde animal, day care e produtos voltados ao bem-estar. Para clínicas, pet shops e hospitais veterinários, o cenário também exige mais cautela do que nos anos de crescimento mais acelerado — a expansão continua, mas cada vez mais associada à qualidade do atendimento e à fidelização do tutor do que ao volume puro de vendas.
4. Fusão Petz-Cobasi já é realidade no varejo brasileiro
Depois de meses de expectativa, a fusão entre Petz e Cobasi está oficialmente em curso e já começa a mudar o desenho do varejo pet no país. Juntas, as duas redes somaram cerca de R$ 7,9 bilhões em faturamento em 2025 e formaram um grupo com aproximadamente 11% de participação de mercado, reunindo 494 lojas em mais de 140 cidades brasileiras e cerca de 20 marcas próprias de produtos. A expectativa da nova companhia é capturar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões em sinergias de Ebitda ao longo dos próximos cinco anos, com os primeiros ganhos já aparecendo neste ano. Na liderança, Sérgio Zimerman, fundador e ex-CEO da Petz, assume a presidência do conselho, enquanto Paulo Nassar, que comandava a Cobasi, se torna CEO do novo grupo. Para o consumidor final, a fusão levanta dúvidas sobre preços e variedade de marcas, mas também abre espaço, segundo analistas do setor, para que pet shops de bairro conquistem um público que busca atendimento mais próximo e personalizado — algo que redes gigantes nem sempre conseguem entregar com a mesma agilidade.
5. Jumo: o cachorro de rua que escolheu sua própria família
Nem toda notícia do setor pet vem de planilha ou pesquisa de mercado — algumas vêm direto do coração. Durante a 50ª Feira do Bordado de Ibitinga, no interior de São Paulo, um cachorro que vivia em situação de rua entrou no evento por conta própria e escolheu tirar um cochilo em uma das camas de exposição de um estande de enxovais. Nos dias seguintes, ele repetiu o comportamento: circulava pela feira, mas sempre voltava para aquela cama específica, mesmo com outros modelos disponíveis por perto. A atitude chamou a atenção de Osvaldo de Moraes, empresário e expositor do evento, que se encantou com o carisma do animal e decidiu adotá-lo oficialmente, batizando-o de Jumo. Hoje o cão tem cama própria, alimentação de qualidade, acompanhamento veterinário e, principalmente, uma família de verdade. A história viralizou nas redes sociais e virou um lembrete gentil de que, às vezes, é o próprio animal quem escolhe onde quer ficar — cabe às pessoas apenas prestar atenção. Quem se interessa por esse tipo de final feliz pode aproveitar para conhecer nosso guia de adoção responsável de cães e gatos.
Conclusão
O retrato desta sexta-feira mostra um setor pet brasileiro em várias frentes ao mesmo tempo: tecnologia ajudando a reencontrar animais perdidos, pesquisas revelando o custo real de ter um pet em casa, consolidação das grandes redes de varejo e, no meio de tudo isso, histórias simples que lembram por que tanta gente se apaixona por cães e gatos. Se você tutor tira uma lição prática do dia, que seja essa: identificação em dia, orçamento realista antes da adoção e atenção aos pequenos sinais — seja de um pet que quer fugir, seja de um cão de rua pedindo um lar — fazem toda a diferença.
Perguntas Frequentes
Quais tecnologias ajudam a encontrar um pet perdido?
Coleiras com rastreador GPS, chips de identificação e plataformas colaborativas de busca online estão entre os recursos mais usados hoje no Brasil, além de medidas simples como coleira com contato visível sempre atualizado.
Quanto custa em média manter um cão ou gato por mês no Brasil?
Pesquisas recentes apontam uma média de R$ 690 mensais para cães e R$ 574 para gatos, podendo variar bastante conforme o porte do animal e representando cerca de 8% do orçamento familiar em muitos lares.
A fusão entre Petz e Cobasi vai afetar os preços para o consumidor?
Ainda é cedo para afirmar com certeza, mas analistas do setor apontam que a consolidação pode abrir espaço para pet shops de bairro conquistarem tutores que buscam atendimento mais próximo, mesmo com as grandes redes ganhando escala.
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