Catarata em cães e gatos pode ter cura |

 

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Muitos sintomas iniciais de doenças em nossos pets podem passar despercebidos. Nem sempre conseguimos perceber que há algo de errado com o nosso melhor amigo, e às vezes é grave. Isso ocorre porque algumas disfunções podem evoluir depois de um tempo. A catarata é um desses tipos de problemas que vai piorando a visão do animal e sua qualidade de vida.

O termo catarata é utilizado na oftalmologia para indicar opacidade no cristalino, isto é, na lente que se encontra atrás da íris, dentro do olho. Essa opacidade não permite que os raios luminosos incidam sobre a retina, impedindo, assim, a formação das imagens – conhecida como cegueira.

As causas de catarata nos cães e gatos podem ser diversas. Dentre elas podemos citar as de origem genética/ hereditária, congênitas, secundárias a processos inflamatórios intraoculares, traumas na lente, diabetes mellitus, entre outras causas metabólicas e tóxicas menos frequentes. Há também a catarata senil, em razão do processo natural de envelhecimento dos olhos.

A lista de raças de cães que apresentam predisposição genética para o aparecimento da catarata é extensa, mas podemos citar algumas mais comuns em nosso cotidiano, tais como poodle, cocker spaniel, yorkshire terrier, buldogue, lhasa apso, shih tzu, boxer, rottweiler.

Nos gatos essa alteração é menos frequente que nos cães, e seu surgimento ocorre, na maioria das vezes, em decorrência de inflamações.

O diagnóstico da catarata nos animais é feito por um veterinário oftalmologista, após exame minucioso dos olhos. Dependendo da sua fase, a catarata pode ter tratamento cirúrgico e seu animal pode voltar a enxergar.

“Não existem colírios ou medicamentos que impeçam o aparecimento ou estabilizem a progressão da catarata. O tratamento consiste na remoção cirúrgica do cristalino opacificado por meio da facectomia extracapsular, com a retirada do cristalino inteiro ou fragmentado com o uso da facoemulsificação – mesmo método utilizado na remoção da catarata no homem”, explica Cíntia Godoy Esteves, médica veterinária oftalmologista do Hospital Veterinário Santa Inês.

O método da facoemulsificação consiste na introdução, em pequenas incisões no olho, de instrumentos capazes de fragmentar e aspirar o cristalino opaco, o que propicia excelentes resultados pós-cirúrgicos.

A avaliação precoce evita sequelas ou cicatrizes secundárias a inflamações que podem inviabilizar a cirurgia.

Além da perda da visão, a catarata por causar uma inflamação crônica intraocular, glaucoma secundário (aumento da pressão do olho) e desconforto. A perda da visão depende da fase em que a catarata se encontra. Quanto mais a lente está opacificada, menos o animal enxerga.

A avaliação de um especialista é fundamental para um diagnóstico adequado, porque  existe outra doença que pode levar à opacificação da lente, chamada de esclerose nuclear. Neste caso, ela aparece com a idade avançada e pode fazer com que o olho fique mais opaco, mas não é catarata. A esclerose não tem tratamento, mas o animal deve ser acompanhado regularmente. Afinal, permitir que o seu animalzinho volte a enxergar traz qualidade de vida para ele e mais alegria à família.

 

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