Petlove, Exportações de Pet Food e Saúde Mental: Notícias de 8 de Novembro de 2026

Tempo de leitura: 6 minutos

Domingo, 8 de novembro de 2026. Se você começou o dia com café na mão e o seu pet pedindo carinho, aproveite: separamos o que de fato apareceu de novo no mundo pet nas últimas semanas. Tem plano de desconto em remédio veterinário, exportação de ração em alta, um retrato do tamanho do setor e dois temas de saúde que merecem a sua atenção, leishmaniose e saúde mental de cães e gatos.

Todas as notícias abaixo vêm de fontes que você pode abrir e conferir. Quando um dado não estava claro na matéria, a gente simplesmente não colocou.

Neste artigo

Petlove lança programa de desconto em medicamentos veterinários

A novidade que mais mexe com o bolso do tutor vem da Petlove. Segundo a reportagem do NeoFeed, a empresa lançou um PBM, um programa de benefícios para medicamentos veterinários, com até 40% de desconto em cerca de 140 produtos de marcas como Zoetis, Elanco, Virbac, Adimax, Biovet e Ourofino.

O benefício é voltado a cerca de 1 milhão de clientes do plano de saúde da empresa, que começa em R$ 14,90, e exige adesão a um clube que a Petlove subsidia para custar menos de R$ 3,00 (o valor normal parte de R$ 9,99 por mês). A companhia faturou R$ 2,4 bilhões em 2025 e projeta crescer 40% em 2026.

O que isso significa na prática para você? Medicamento de uso contínuo pesa no orçamento de quem tem um cão idoso ou um gato com doença crônica, e qualquer desconto formal ajuda. Mas atenção: desconto bom é o que vem depois da receita. Antiparasitário, anti-inflamatório e antibiótico só entram na rotina do seu pet com indicação do veterinário. Leia a matéria completa em NeoFeed.

Um dado da mesma reportagem chama atenção: com 160 milhões de animais de estimação no país, cerca de 85% dos pets não têm vacinação regular. O segmento de saúde animal para pets, segundo o sindicato da indústria citado no texto, responde por 25% do mercado veterinário, algo como R$ 3,2 bilhões por ano, com crescimento projetado de 9% a 11% ao ano até 2034. Ou seja, tem muito espaço para o tutor brasileiro cuidar melhor, e a vacina em dia é o primeiro passo.

Brasil quer dobrar a exportação de pet food

Durante o Petfood Forum Brasil, em agosto, a projeção divulgada foi de que o país deve dobrar as exportações de alimentos para pets e liderar o setor na América Latina. A informação está em matéria do portal Band Pets, que atribui a previsão a Ivan Franco.

Os números do primeiro semestre ajudam a entender o otimismo: as exportações do setor cresceram 12%, e 89% delas pertencem à categoria de pet food. Em bom português, a ração brasileira está ganhando mercado lá fora.

E o tutor com isso? Mais concorrência e mais investimento em qualidade costumam significar mais variedade de produtos no mercado interno. Mesmo assim, na hora de trocar a ração do seu cão ou gato, faça a transição aos poucos, em torno de sete a dez dias, misturando a ração nova à antiga. Troca brusca é receita para diarreia e recusa de comida.

O setor pet movimenta R$ 77,9 bilhões e tem feira nova

Outro destaque do Band Pets mostra o setor pet no Brasil movimentando R$ 77,9 bilhões, com um panorama de tendências e a cobertura da PETSA 2026. A PET South America aconteceu de 12 a 14 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reuniu fabricantes, varejistas e profissionais do segmento. Você pode ver o resumo em Band Pets.

Cachorro de grande porte com filhote de animal em gramado
Cães e outros animais de estimação ajudam a sustentar um setor de bilhões no Brasil.

Para quem acompanha o assunto, vale lembrar que as projeções variam conforme a fonte e o recorte usado. A Abempet, por exemplo, projeta R$ 81,24 bilhões para 2026, contra R$ 77,96 bilhões em 2025, uma alta de 4,35%. A mensagem de fundo é a mesma: o brasileiro trata o pet como parte da família e gasta com isso, mesmo em tempos de orçamento apertado.

Se você quer entender melhor o dia a dia desse universo, confira também o nosso texto sobre enriquecimento ambiental para gatos de apartamento.

Coleira contra o mosquito-palha e o avanço da leishmaniose

A leishmaniose é uma das zoonoses mais difíceis de lidar no Brasil, e a revista Cães & Gatos dedicou reportagem à doença, que aparece hoje em todas as regiões do país. Nessa linha, a Zoetis anunciou a ampliação do portfólio de antiparasitários com o EctoFend, uma coleira que protege cães contra o mosquito-palha, o transmissor da leishmaniose visceral canina. Os detalhes do lançamento estão no Jornal do Brás.

Uma observação honesta: coleira ajuda, mas não substitui conversa com o veterinário. A prevenção da leishmaniose costuma combinar repelente, controle do ambiente e, conforme a indicação, outras medidas. Se você mora em região com muitos casos, pergunte ao profissional qual é o melhor conjunto para o seu cão. E se notar feridas que não cicatrizam, queda de pelo ao redor dos olhos, unhas muito compridas ou emagrecimento sem explicação, procure atendimento sem esperar.

Saúde mental de cães e gatos entra na pauta

A edição de julho de 2026 da revista Cães & Gatos traz dois temas que ajudam a pensar o cuidado de forma mais ampla. O primeiro é a Saúde Única, conceito que liga a saúde animal, a saúde humana e o meio ambiente, com uma entrevista sobre o cenário das zoonoses no país. O segundo é o aumento de diagnósticos de distúrbios psicológicos em cães e gatos, e a importância de o tutor reconhecer quando um comportamento é, na verdade, um pedido de ajuda.

Na prática, isso quer dizer prestar atenção em mudanças: o gato que de repente esconde-se o dia todo, o cachorro que destrói a casa quando você sai, o pet que lambe a pata sem parar. Nem sempre é birra. Pode ser dor, tédio, ansiedade ou doença. Se o comportamento mudou, anote desde quando e leve ao veterinário.

Para a rotina de quem convive com filhote ou cão agitado, o nosso guia sobre cachorro pulando nas pessoas traz passos simples de treino com reforço positivo, e o texto sobre coceira em cães e gatos ajuda a separar o que é alergia do que é urgência.

Vídeo: 5 cuidados básicos com os pets. Licença Creative Commons.

O que levar dessas notícias para casa

  • Desconto em remédio é bom, mas a receita do veterinário vem primeiro.
  • Com 85% dos pets sem vacinação regular, a agenda de vacinas é a tarefa mais barata e mais importante.
  • Prevenção da leishmaniose depende de região, de rotina e de orientação profissional.
  • Mudança de comportamento também é sinal de saúde, e merece consulta.
Mão humana segurando a pata de um cachorro
O vínculo entre tutor e pet começa pelo cuidado diário.

Conclusão

O recado desta semana é prático: o mercado pet cresce, exporta e lança produtos, mas o que muda a vida do seu cão ou gato continua sendo o básico bem feito, com vacina em dia, prevenção de parasitas, alimentação adequada e atenção ao comportamento. Aproveite as novidades quando elas fizerem sentido para a sua realidade, sempre com o veterinário no meio da conversa. Amanhã tem mais notícias por aqui.

Perguntas frequentes

Preciso de receita para usar o desconto em medicamentos veterinários?

Para medicamentos que exigem prescrição, sim. Mesmo os que podem ser comprados sem receita devem ser usados com orientação, porque dose e escolha dependem de espécie, peso e idade.

A coleira contra mosquito-palha dispensa a vacina ou outros cuidados?

Não. Ela é uma das ferramentas de prevenção. O veterinário pode indicar outras medidas conforme a região onde você mora e a rotina do seu cão.

Como saber se meu pet está com problema emocional?

Fique atento a mudanças de comportamento, como esconder-se, agressividade nova, destruição de objetos, lambedura excessiva ou perda de apetite. Anote o que mudou e leve ao veterinário.

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