Se você acompanha o universo pet no Brasil, a semana começou movimentada. Entre feiras internacionais, fusões bilionárias no varejo, campanhas de saúde pública e novidades da indústria veterinária, o setor mostra que não vive só de fofura: também move bilhões, gera empregos e, principalmente, impacta diretamente a saúde do seu cão ou gato. Reunimos aqui as notícias mais relevantes do dia sobre pets no Brasil, com contexto e links para você conferir cada fonte.
Tempo de leitura: 6 minutos
- PET South America 2026 abre suas portas em São Paulo
- Fusão Petz e Cobasi redefine o varejo pet brasileiro
- Mercado pet brasileiro caminha para faturamento recorde
- Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica ganha força pelo país
- Elanco apresenta novidades em saúde animal no CBA 2026
- Alerta: plantas comuns podem ser um risco silencioso para cães e gatos
PET South America 2026 abre suas portas em São Paulo
Entre os dias 12 e 14 de agosto, o Distrito Anhembi, na capital paulista, recebe a PET South America 2026, considerada a maior feira do setor pet e veterinário da América Latina. O evento reúne fabricantes, distribuidores, varejistas e profissionais de todos os elos da cadeia produtiva, funcionando das 11h às 20h em cada um dos três dias.
A tradição já dura mais de duas décadas: desde 2005, a feira acontece anualmente no mesmo espaço e costuma atrair um público expressivo de compradores profissionais vindos não só do Brasil, mas também de países vizinhos como Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai. Para quem trabalha com pet shops, clínicas veterinárias ou distribuição de produtos, a passagem por São Paulo nesta semana virou quase obrigatória. Além dos estandes comerciais, a programação inclui capacitações técnicas e atividades voltadas ao comportamento e bem-estar canino, o que mostra uma mudança de foco: a feira deixou de ser só uma vitrine de produtos e passou a discutir também qualidade de vida animal.
Fusão Petz e Cobasi redefine o varejo pet brasileiro
Enquanto a feira movimenta São Paulo, outro assunto domina as conversas dos bastidores do setor: a consolidação entre Petz e Cobasi. A fusão, avaliada em R$ 7,9 bilhões de faturamento combinado em 2025, criou a maior operação de varejo pet do país, somando mais de 500 lojas físicas e cerca de 15 mil funcionários entre unidades comerciais, clínicas, centros estéticos e hospitais veterinários.
Segundo reportagem da Exame, o CEO do grupo, Paulo Nassar, projeta capturar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões em sinergias de Ebitda ao longo dos próximos cinco anos. Mesmo com o tamanho da nova gigante, Nassar rebate críticas sobre concentração de mercado afirmando que o grupo responde por apenas 10% do setor, já que pequenos pet shops independentes ainda dominam cerca de metade do mercado brasileiro. As marcas Petz e Cobasi devem continuar operando separadamente na ponta, então você provavelmente não vai notar diferença na loja da esquina tão cedo — mas por trás dos bastidores, a integração logística e de estoque já começou.

Mercado pet brasileiro caminha para faturamento recorde
Os números do setor ajudam a explicar o interesse de grandes grupos em ganhar escala. De acordo com Cleber Santos, CEO da Comport Pet, em reportagem da Times Brasil, o mercado pet nacional deve fechar 2026 com crescimento próximo de 10%, batendo recorde de faturamento e se aproximando da marca de R$ 80 bilhões movimentados no ano.
O motor dessa expansão tem nome: humanização. Cães e gatos deixaram de ser apenas animais de guarda ou companhia e passaram a ocupar o lugar de membros da família, o que abriu espaço para serviços que antes nem existiam, como creche, hospedagem e atividades de bem-estar voltadas especificamente aos pets. O impacto no bolso é real — o ticket médio mensal gasto com um animal de estimação, que girava em torno de R$ 390 a R$ 400, já ultrapassa R$ 2.000 em muitas famílias brasileiras. Mesmo em períodos de aperto econômico, o setor pet tem se mostrado resiliente, o que reforça a leitura de que, para boa parte dos tutores, cortar gastos com o animal simplesmente não é uma opção.
Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica ganha força pelo país
Do lado da saúde pública, agosto marcou o início da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Animal, que se estende até 30 de novembro em boa parte do país. Em Fortaleza, a prefeitura antecipou a ação com um “Dia D” no último sábado, dia 1º de agosto, mobilizando 250 pontos de vacinação e 1.500 profissionais só na abertura, segundo nota da Prefeitura de Fortaleza. A meta local é vacinar cerca de 500 mil cães e gatos, número bem acima da meta de 300 mil estabelecida pelo Ministério da Saúde para o município. A cidade também mantém nove pontos permanentes de vacinação ao longo da campanha e não registra casos de raiva humana há 23 anos.
Salvador seguiu o mesmo movimento: a Secretaria Municipal de Saúde intensificou a vacinação com mais de 90 unidades espalhadas pela cidade, buscando ampliar a cobertura vacinal contra a raiva até o final de agosto. A raiva continua sendo uma doença séria, com altíssima taxa de letalidade e risco de transmissão para seres humanos, o que faz da vacinação anual do seu cão ou gato uma das medidas mais simples e eficazes de proteção — tanto para o animal quanto para toda a família. Vale a pena verificar se a prefeitura da sua cidade já divulgou o calendário local da campanha.
Elanco apresenta novidades em saúde animal no CBA 2026
No campo da inovação veterinária, a farmacêutica Elanco aproveitou o Congresso Brasileiro de Veterinária (CBA) 2026 para apresentar lançamentos voltados à dermatologia, parasitologia e medicina interna felina. Conforme cobertura do Portal Cães e Gatos, a empresa reforçou a campanha do antiparasitário Credeli, batizada de “Tá protegido, tá credelizado”, voltada ao controle de ectoparasitas em cães e gatos.
Para o público felino, a companhia destacou os medicamentos Elura e Varenzin, além de anunciar a chegada ao mercado brasileiro do Bexacat, indicado especificamente para o tratamento de diabetes em gatos. Esse tipo de lançamento importa porque doenças metabólicas em felinos costumam ser subdiagnosticadas — muitos tutores só percebem que algo está errado quando o quadro já está avançado. Ter mais opções terapêuticas aprovadas no país amplia as chances de tratamento precoce e eficaz para gatos diagnosticados com diabetes, condição que vem crescendo junto com o aumento da obesidade felina nos lares brasileiros.
Alerta: plantas comuns podem ser um risco silencioso para cães e gatos
Nem toda notícia do dia vem de feiras ou balanços financeiros. Um alerta importante para quem tem plantas em casa ou no jardim: segundo levantamento do Cafuné Pets, o lírio está entre as espécies mais perigosas, especialmente para gatos. A ingestão pode provocar uma doença renal aguda grave, capaz de levar o animal a óbito em poucas horas se não houver atendimento veterinário de emergência.
Outras plantas comuns em vasos e jardins residenciais também entram na lista de risco, como tulipa, hortênsia, antúrio e azaleia. O pinheirinho decorativo, apesar de não ser tóxico, tem galhos duros que podem machucar o estômago e o intestino do animal caso seja mastigado. E tem um detalhe que pouca gente considera: a própria terra dos vasos pode abrigar fungos causadores de esporotricose, doença que afeta gatos e pode ser transmitida aos tutores durante o manuseio. Se o seu pet costuma cheirar ou mordiscar plantas, vale reavaliar quais espécies você mantém dentro de casa — principalmente ao alcance de gatos, que tendem a explorar vasos com mais curiosidade do que os cães.

O retrato do dia mostra um setor pet brasileiro em plena efervescência: de um lado, bilhões em jogo entre fusões e feiras internacionais; do outro, campanhas de vacinação e cuidados básicos que continuam sendo a base de tudo. Faturamento recorde e lançamentos farmacêuticos são ótimas notícias para a indústria, mas a saúde do seu cão ou gato ainda depende de gestos simples: levar para vacinar, ficar de olho nas plantas de casa e não deixar sintomas passarem despercebidos. Fique de olho nas novidades — o mercado pet não para de crescer, e as informações certas ajudam você a tomar melhores decisões pelo seu companheiro.
Perguntas Frequentes
Quando termina a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica 2026?
Na maior parte das cidades que aderiram à campanha, como Fortaleza, a vacinação segue até 30 de novembro de 2026, com pontos fixos e ações itinerantes ao longo desse período. Em Salvador, a etapa intensiva vai até o final de agosto. O ideal é consultar o calendário específico da prefeitura da sua cidade.
O que é o Bexacat, novo medicamento anunciado pela Elanco?
O Bexacat é um medicamento anunciado pela Elanco especificamente para o tratamento de diabetes em gatos, condição metabólica que tem crescido junto com o aumento da obesidade felina no Brasil. Ele amplia as opções terapêuticas disponíveis para veterinários no país.
Quais plantas são mais perigosas para cães e gatos dentro de casa?
Segundo especialistas, o lírio é uma das plantas mais perigosas, principalmente para gatos, podendo causar insuficiência renal aguda. Tulipa, hortênsia, antúrio e azaleia também aparecem na lista de espécies tóxicas comuns em residências brasileiras.
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