Vacina Antirrábica, Cães Grandes e Mercado Pet: Notícias de 13 de Outubro de 2026

Terça-feira chegou com notícias que mexem com a sua rotina de tutor. Tem prazo de vacinação sendo esticado, um estudo grande sobre por que cães gigantes vivem menos, uma reportagem sobre como um cachorro pode fazer bem para a cabeça de quem mora sozinho, um recado duro da Justiça de Minas contra os maus-tratos e uma explicação simpática para o hábito de o gato amassar cobertor. Separei seis assuntos, todos com fonte, e acrescentei a minha leitura do que cada um muda na prática para você e para o seu bichinho.

Tempo de leitura: cerca de 7 minutos.

Vacinação antirrábica prorrogada no Tocantins

Se você mora numa cidade em que a campanha ainda está aberta, vale correr. Segundo a Prefeitura de Gurupi, em nota de 1º de outubro, a vacinação contra a raiva foi prorrogada até 17 de outubro. Até agora, cerca de 7.500 cães e gatos foram imunizados, algo perto de 63% da meta de 11.910 animais. A vacina é gratuita e vale para cães e gatos a partir de 3 meses de idade.

Um detalhe importante: de acordo com o município, não há entrega de doses para aplicar em casa. O animal precisa ser levado ao Centro de Controle de Zoonoses, de coleira e guia, com focinheira para os cães grandes ou mais agitados. Gatos viajam em caixa de transporte. Já em Araguaína, conforme o Conexão Tocantins, a prefeitura também esticou o prazo, e a justificativa envolve a circulação da variante do vírus presente em morcegos.

Minha dica: não deixe para o último dia. Fila e correria estressam o pet, e a raiva é uma doença gravíssima, que pode atingir também as pessoas. Procure a secretaria de saúde da sua cidade para saber datas e postos, porque cada município tem o seu calendário.

Idoso abraçando seu cachorro no sofá de casa
Companhia de quatro patas: o vínculo com o cão faz diferença no dia a dia.

Por que cães grandes envelhecem mais rápido

Quem já teve um cão de porte grande sabe como dói a conta da idade: eles costumam viver menos que os pequenos. Segundo a Rádio Itatiaia, em matéria de 10 de outubro, um estudo publicado na revista Science analisou amostras de sangue de 894 cães de cerca de 120 raças, do projeto americano Dog Aging Project, numa equipe liderada por Noah Snyder-Mackler, da Universidade Estadual do Arizona.

Os pesquisadores criaram um “relógio epigenético”, que estima a idade com margem de erro de cerca de um ano. Cães com idade biológica acima da idade real tiveram maior risco de morrer nos dois anos seguintes. Os machos acumularam essas marcas mais depressa que as fêmeas. E nos cães gigantes, uma perda de controle sobre certos trechos do DNA aconteceu cerca de 35% mais rápido por ano do que nos pequenos. Para ter uma ideia, chihuahuas podem chegar aos 18 ou 20 anos, enquanto mastins costumam viver cerca de 10.

Calma: a própria reportagem avisa que a explicação ainda é uma hipótese e que o estudo não prova a causa da vida mais curta. Para você, tutor de um cão grande, o recado prático é manter o peso ideal, as consultas em dia e os exames de rotina a partir da meia-idade do bichinho.

Cachorro e solidão: o que dizem os estudos

Outra reportagem da Itatiaia, publicada em 11 de outubro, tem o título “Ter um cachorro pode ajudar a combater a solidão“. O texto reúne pesquisas, como uma revisão de 2012 que olhou para hormônios ligados ao estresse e ao vínculo, o cortisol e a ocitocina, e um estudo de 2018 em que pessoas com dificuldades de saúde mental disseram que os cães as ajudavam a lidar com os sintomas e a se sentir acompanhadas.

O ponto que mais gostei é o cuidado da matéria. Ela lembra que os benefícios variam de pessoa para pessoa, que as pesquisas mostram associação e não provam que o cão seja o único responsável pela melhora, e que o cachorro não substitui psicoterapia, remédio ou consulta com profissional de saúde. Quem sente ansiedade, tristeza ou isolamento por muito tempo deve procurar ajuda especializada.

Se você está pensando em adotar por causa da companhia, pense também em custo, tempo e rotina. Adoção é compromisso de anos. Nosso guia sobre adotar pet adulto ou filhote ajuda a decidir com calma.

Maus-tratos: condenação mantida em Minas Gerais

No campo da Justiça, a notícia é firme. De acordo com a Itatiaia, em reportagem de 9 de outubro, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um homem por maus-tratos a quatro cães em Botelhos, no Sul de Minas. A pena é de dois anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto, além de multa e da proibição de manter cães sob a sua guarda.

Segundo a denúncia do Ministério Público citada na matéria, os animais viviam em condições degradantes, com acúmulo de fezes e urina, falta de água e comida e relatos de agressões. A defesa negou as acusações. O tribunal entendeu que se tratava de flagrante de crime permanente e considerou o laudo de uma veterinária que apontou condições precárias e presença de parasitas. O enquadramento foi na Lei de Crimes Ambientais.

O que isso significa para você? Que denunciar funciona. Se perceber um animal sem água, comida ou abrigo, registre fotos, anote o endereço e procure a polícia ou o órgão de proteção animal do seu município. Fazer a denúncia é um ato de cuidado, não de intromissão.

Por que os gatos amassam cobertores

Agora uma notícia leve. A Itatiaia publicou em 12 de outubro um texto sobre o famoso “amassadinho” dos gatos. A explicação mais citada vem da infância: o filhote pressiona a barriga da mãe para estimular o leite, e o gesto pode continuar na vida adulta, principalmente nos momentos de calma.

O comportamento também costuma aparecer junto com ronronado, olhos semicerrados e postura relaxada, o que sugere conforto e bem-estar. A reportagem lembra que alguns gatos escolhem sempre o mesmo cobertor ou a mesma pessoa, e que o gesto não deve ser entendido sozinho como pedido de comida ou de atenção. O contexto importa.

Se o seu gato faz isso, sinta-se elogiado: ele provavelmente está confortável com você. Só observe se o amassar vier com sinais de estresse, como lambedura exagerada ou unhas muito agressivas, e converse com o veterinário. Para entender melhor o universo felino, leia também sobre bolas de pelo em gatos.

Mercado pet caminha para R$ 80 bilhões

Fechando o resumo, o lado econômico. Conforme a Band, em matéria de julho, o mercado pet deve movimentar cerca de R$ 80 bilhões no Brasil até o fim de 2026. Já a Compre Rural cita uma projeção de R$ 81 bilhões e lembra que o país é o terceiro do mundo em número de animais de estimação.

As fontes variam um pouco nos percentuais de crescimento, porque as entidades do setor calculam de formas diferentes, então vale tratar os números como estimativas. O que não muda é o tamanho da fatia da alimentação: o pet food é o maior segmento do mercado. Na prática, isso explica por que o saco de ração pesa tanto no orçamento de casa, e por que comparar preço por quilo e checar a composição vale a pena.

Gato amassando um cobertor macio no sofá
O amassadinho do gato costuma ser sinal de conforto.

O que fazer com tudo isso na prática

Resumindo o que importa para hoje: confira a campanha de vacinação da sua cidade e leve o seu pet antes do prazo, cuide do peso e dos exames do cão grande, observe com carinho os sinais de conforto do seu gato e, se presenciar maus-tratos, denuncie. Escolha uma dessas tarefas e resolva ainda hoje. Para mais dicas de saúde, veja também diarreia em cães e gatos e quanta água cães e gatos devem beber.

Vídeo sobre a campanha de vacinação contra a raiva. Licença Creative Commons.

Conclusão

O retrato do dia é de um país que cuida cada vez mais dos seus bichos, mas que ainda precisa de atenção com vacina, prevenção e proteção contra maus-tratos. Informação boa vira hábito, e hábito bom faz o seu pet viver mais e melhor. Volte amanhã para mais notícias.

Perguntas frequentes

A vacina antirrábica é gratuita?

Nas campanhas municipais, sim. Ela costuma ser gratuita para cães e gatos a partir de 3 meses de idade e deve ser repetida a cada ano. Confirme datas e locais com a secretaria de saúde da sua cidade.

Por que cães grandes vivem menos que os pequenos?

Um estudo publicado na revista Science indica que cães maiores envelhecem um pouco mais rápido a cada ano. A causa exata ainda é hipótese e continua sendo investigada pelos pesquisadores.

Ter um cachorro substitui o tratamento de saúde mental?

Não. O convívio com o cão pode trazer companhia e bem-estar, mas não substitui psicoterapia, medicamentos nem consulta com profissionais de saúde.

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