Novas regras para viajar com cachorros e gatos

O “

” foi atualizado. A 2ª edição do material acaba de ser lançada e traz novas regras para o trânsito internacional desses animais, diretrizes do acordo com mais cinco países, além de recursos facilitadores. Outra novidade é o lançamento de um novo material: o “Guia para Utilização de Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos”.

A 2ª edição do “

” dispõe das mudanças nas normas para a entrada de cães e gatos brasileiros na África do Sul, Colômbia, Japão, Peru e Estados Unidos.

Também foram incluídas as regras da Rússia, Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão, países que compõem a União Econômica Eurasiática, que firmou acordo com o Brasil para o trânsito de cães e gatos.

A fim de facilitar ainda mais o acesso a informações relacionadas ao transporte internacional dos pets, o guia orienta e traz link para o sistema para emissão de certificados eletrônicos para embarques aos Estados Unidos, o qual permite que toda a documentação seja enviada e recebida de forma on-line.

Também foi disponibilizado para consultas de todos os médicos-veterinários o link para o Sistema de Informação de Requisitos e Certificados da Área Animal (Sisrec), antes restrito aos fiscais do Mapa.

Criado no início deste ano, o guia é fruto da parceria entre o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) e o Serviço de Vigilância Agropecuária local (SVA/GRU) – unidade do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A parceria foi ampliada e em sua nova edição conta com a participação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical).

Referência entre médicos-veterinários

O principal objetivo do material é disponibilizar de forma compilada e detalhada as diversas diretrizes vigentes para o trânsito internacional de cães e gatos, visando a redução de erros. Isso porque a incidência de problemas nos atestados de saúde emitidos por médicos-veterinários (como atestados pré-datados; divergência e ausência de dados; descumprimento das regras para vacinações e tratamentos) chegava a provocar a rejeição de 40% dos documentos.

“Antes havia uma disseminação de informações equivocadas e até a inexistência de explicações fundamentais para que os médicos-veterinários pudessem atender às regras”, comenta o médico-veterinário Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior, auditor fiscal federal agropecuário do SVA/GRU, que considera notória a contribuição do material para a mudança desse cenário. “O Guia já se tornou uma referência para os profissionais, o que mostra que a iniciativa é um sucesso”, enfatiza.

Sabendo da importância do material, o Anffa Sindical ofereceu apoio. “Nossa equipe de comunicação fez a diagramação e também fará impressões do Guia para colaborar com a eficiência do trabalho dos auditores”, disse o diretor de Comunicação e Relações Públicas do Anffa, Roberto Siqueira Filho.

O médico-veterinário Carlos Augusto Donini, conselheiro do CRMV-SP que participou da formulação de ambos os guias, ressalta a contribuição dos esforços envolvidos nesse trabalho. “Ao pactuar com essa iniciativa, o CRMV-SP cumpri seu papel de assistir, orientar e oferecer subsídios técnicos atualizados no exercício da nobre atuação profissional dos médicos- veterinários.”

Donini frisa ainda a importância do tema tratado, uma vez que o trânsito de animais representa um dos principais fatores de risco de introdução, manutenção e /ou disseminação de agentes infecto contagiosos e parasitários entre as localidades e entre as espécies, inclusive humana (zoonoses). “Por isso há toda uma preocupação, obrigatoriedade e supervisão técnica sanitária compartilhada e pactuada entre as regiões e países”, afirma ele, que ainda argumenta que a avaliação clínica médico-veterinária responsável no atestado de sanidade – incluindo as medidas e procedimentos imunológicos e clínicos complementares necessários – é a mais eficiente barreira de monitoramento e controle deste elevado potencial de risco.

Passaporte para cães e gatos é tema de novo guia

Visando, mais uma vez, informar com qualidade e detalhamento sobre assuntos relacionados ao transporte internacional de pets, o SVA/GRU, o CRMV-SP e o Anffa Sindical lançam também o “

”.

“Identificamos a necessidade de abordar o assunto separadamente, devido ao grande volume de dúvidas que surgiam no SVA/GRU, mesmo em meio ao crescimento da emissão de passaportes”, conta o médico-veterinário Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior, auditor fiscal federal agropecuário.

Para se ter uma ideia, em 2014 foram emitidos 46 passaportes para cães e gatos no SVA/GRU e, em 2018, esse número foi para 205, o que representa um incremento de 345,6% em quatro anos.

De acordo com Souza Junior, com o passaporte, os tutores organizam melhor as informações de saúde e atestados de seus pets, o que facilita o entendimento dos trâmites e também evita perda de prazos, por exemplo. “Trata-se de uma vantagem ainda maior para pessoas que viajam com mais freqüência durante o ano e optam por levar seus animais.”

No caso de quem vai para os Estados Unidos e retorna em até 60 dias, o passaporte do cão ou gato elimina a necessidade de uma nova consulta a um médico-veterinário no país para conseguir retornar ao Brasil com o animal, o que reduz gastos e burocracias.

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