Tutor nota aumento de peso e mudança de comportamento do pet na pandemia, mostra pesquisa

A pandemia alterou rotinas de tutores e pets, e isso provocou impactos nos hábitos alimentares e comportamento dos  animais.

Uma pesquisa realizada pela Hill’s Pet Nutrition, em parceria com a Petlove, mostra que 33% dos tutores de cães e gatos perceberam um aumento de peso do pet. Desses, 5% apontaram que o ganho de peso foi superior a 3 quilos.

Dos tutores entrevistados, 13% disseram ter aumentado a quantidade de alimento oferecida aos seus pets e 31% aumentaram a quantidade de petiscos.

“É sempre bom consultar um veterinário para entender a quantidade de alimento necessária para que o pet mantenha uma dieta balanceada. Exagerar nos petiscos, por exemplo, especialmente nesse período onde o gasto calórico é menor, com menos passeios e atividades, pode fazer com que o animal engorde “, diz Brana Bonder, médica veterinária e supervisora de Assuntos Veterinários da Hill’s.

A coordenadora de Conteúdo da Petlove, Jade Petronilho, incentiva a atividade física dentro de casa e afirma que o tutor deve acender o sinal de alerta quando sentir dificuldade de apalpar as costelas e de enxergar com facilidade a cintura do animal. Afrouxar a coleira é um outro ponto de atenção, assim como a forma que o pet caminha, se locomove e respira.

COMPORTAMENTO

De acordo com a pesquisa, 61% dos tutores notaram mudanças de comportamento do pet na pandemia: 45% perceberam que o animal pede mais carinho, 9% que o pet está mais irritado, 8% repararam que estão comendo mais durante o período e 5% notaram quem estão fazendo mais bagunça.

A pesquisa foi aplicada online, em março e em abril, e contou com 451 respostas de tutores de animais —71% donos de cães e 29%, de gatos. A amostra é formada por  49,4% de machos e 50,6% de fêmeas; 75,4% dos animais são castrados.

HOME OFFICE X TRABALHO PRESENCIAL

Na ocasião do levantamento, 73% dos entrevistados trabalhavam em home office e mostraram preocupação com a volta ao trabalho presencial.

Do total, 69% disseram se preocupar com o emocional dos pets, 25%, com as dificuldades de conseguir estabelecer uma nova rotina longe do animal e 19% com os cuidados de maneira geral e alimentação. 

A proximidade com o pet pode mudar a rotina no trabalho. Dos entrevistados, 84% acreditam que as empresas devem considerar soluções alternativas de trabalho para os tutores no pós-pandemia, como a possibilidade de combinar trabalho presencial e remoto durante a semana, criação de espaços pet friendly nas empresas e horários flexíveis de trabalho.

(Foto: Adobe Stock)

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