EUA suspendem entrada de cães do Brasil e outros 112 países devido a risco de raiva

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA anunciou nesta semana que vai suspender temporariamente a importação de cães de 113 países considerados de alto risco  para a raiva canina, entre eles o Brasil.

A medida vale a partir de 14 de julho, deve durar um ano e atinge todos os cães, incluindo os de apoio emocional e aqueles que estiveram em um dos destinos da lista nos últimos seis meses. Afeta missões de resgate, importações de criadores e tutores trazendo animais de estimação, de acordo com a CNN.

O CDC afirma que a ação é necessária para proteger a saúde pública contra a reintrodução da raiva canina no país —onde a doença foi erradicada em 2007.

A raiva é doença letal, sem cura, que pode ser transmitida aos humanos e tem na vacinação a única forma de prevenção.

No entanto, Emily Pieracci, veterinária do centro, disse à agência Reuters que houve no último ano um aumento significativo no número de cães que chegaram com certificados de vacinação antirrábica falsificados.

Além disso, ela observou que programas de vacinação de animais foram suspensos ou cancelados em todo o mundo durante a pandemia. E, como reflexo, citou um número crescente de casos de raiva canina no Haiti e no Peru.

Entre outros países afetados pela restrição estão Rússia, China, Índia, El Salvador, Afeganistão, Paquistão, Jordânia, Malásia, Indonésia e Nigéria. Poderá haver exceções, analisadas caso a caso, desde que solicitação seja feita ao menos 30 dias úteis antes da viagem do animal.

O CDC estima que 1,06 milhão de cães são importados para os Estados Unidos anualmente e que a  proibição das importações atinja cerca de 6% dos animais. EUA. “Isso não vai afetar a maioria das pessoas que querem viajar com seus cães”, disse Pieracci à CNN.

Além disso, a restrição deve evitar o sofrimento de animais nos aeroportos. O CDC afirma que, com a pandemia e voos reduzidos, cães que têm entrada negada acabam enfrentando longa espera para voltarem à origem, o que leva a doenças e até a morte em alguns casos.

BRASIL

Em maio, um cachorro morreu após  contrair raiva na Baixada Fluminense. O  vira-lata, de um ano, teve contato com um morcego no dia 26 de março e levou alguns dias para apresentar os sintomas.

No estado, o último caso de raiva em animais havia sido registrado em 2001. Na cidade do Rio, o último caso canino é de 1995.

RAIVA

A raiva é transmitida por mordida, arranhão ou lambedura de mamíferos e afeta o sistema nervoso central. Após o surgimento dos sintomas, não há tratamento para os animais. Nos humanos, a letalidade é próxima de 100%.

Se o bichinho caçar um morcego doente ou for agredido por outro animal infectado, conviverá por semanas sem sintomas, na mesma rotina de carinhos e lambidas, e deixará a família em perigo.

O período de incubação varia entre alguns dias a meses. Os sintomas dependem do estágio da doença. Incluem mudança de comportamento, desorientação, convulsões, salivação excessiva.

Nos humanos, pode ocorrer febre, tontura, dor de cabeça, mal estar, formigamento, pontadas ou sensação de queimação no local da mordida. Com o avanço, provocará dificuldade para deglutir, desidratação, paralisia e convulsão até evoluir para coma e morte.

O tutor deve procurar imediata ajuda do veterinário caso flagre seu pet com um morcego, presencie ataque de animal desconhecido ou não vacinado ou perceba que seu bichinho tem ferimentos de causa não identificada. Mesmo que ele já seja vacinado, o profissional avaliará o tratamento preventiva contra a raiva, antes do possível surgimento dos sintomas.

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